sábado, 18 de julho de 2015

Animais Vs Humanos

Ou vice versa! A fotografia que coloquei são dois dos meus cães, (uma já faleceu), mas não vou apenas falar de canideos convosco, (apesar de ser a minha paixão confessa e convicta). Coloquei porque representa o afecto entre eles, para comigo. Quando tirei esta fotografia, estavamos em comunhão de amor. Começo por perguntar quantas vezes já olhamos para o lado, e perdemos um pouco de tempo a observar o comportamento dos animais?! Sim, aqueles seres que mais de matade do ser humano considera "abaixo" de si, mas que partilham o planeta terra connosco!!?? Não, não vou sugerir dar festinhas a um tubarão branco esfomeado, nem tão pouco ter um tigre em casa a jantar connosco. Tranquilo Vou sugerir o respeito! Sou atrevida ao ponto de não sugerir, de impor mesmo! Se eu não tiver a brilhante ideia de mandar um pontapé numa colmeia, provavelmente a abelha não me pica, se eu evitar que uma andorinha me faça um ninho por cima da porta, ela não vai construir ali, e muito menos tenho o direito de, após o ninho estar construido o desfazer, se não queimar florestas, eu não corro o risco de sair a porta, e ver um macaco no meu quintal, ou um Gnu a correr na estrada e a provocar acidentes, QUE BESTAS somos nós que temos o previlégio de ser racionais, competir com aqueles que não o são??!! Este assunto dava pano não só para mangas como para saias...!... Mas eu prefiro um pouco de cada vez. Que direito tenho eu, de espancar um animal porque ele me mordeu, porque ele me destruiu o sofá se a escolha de o acolher foi minha?! Amo os meus animais!! Recordo-me de uma vez, fazer uma caminhada com a minha mãe, pelos campos ao pé de casa onde pastavam por essa hora, ovelhas, vacas e bois. Ia calmamente cabeça baixa, quando de repente observo repentinamente umas patas pequenas, e oiço a voz da minha mãe "Não faças nenhum movimento á bruta"!! Subi o meu pescoço lentamente e deparei-me com um enorme boi. A bufar tão perto de mim que me abanava o cabelo e me colocou a transpirar em bica. Num segundo o pastor lhe emitiu um som que ele, ao virar o seu fucinho, voltou a olhar-me fixamente e afastou-se! Podia ter corrido mal? Podia! Eu tinha culpa? Não! O Boi tinha? Seguramente que não! Quem tinha? Bem, racional aqui sou eu, não o boi! Mas se uma pessoa me ofender, se um filho meu for um assassino, provavelmente eu não vou reagir "como se de um animal se tratasse".... Ahhh esta expressão "Seu animal". Vamos abater o bixo porque ele é bravo. Vamos abater a pessoa porque é brava? Não! Vamos procurar uma resposta certo? E porque não fazemos o mesmo aos animais? À NOSSA NATUREZA? Ela faz parte de nós e nós dela! Tão simples...!! Tratar o ser humano como ser humano, o animal doméstico como animal doméstico, o animal selvagem como o animal selvagem! Procurar respostas ás questões impostas. Porque mais uma vez, se procurarmos dentro dos afectos, vamos encontrar o contra peso na balança entre o coração e a razão, a melhor questão á resposta que no fundo, todos já possuimos. "Eu imagino Deus como a fonte de toda a energia que criou e mantém o equilíbrio do universo. Vejo Deus na flor e na abelha que lhe suga o néctar para produzir o mel; e no pássaro que devora a abelha; e no homem que devora o pássaro...e no verme que devora o homem. Eu vejo Deus em cada estrela no céu,nas minhas noites (...), e nos olhos tristes de cada boi, ruminando a erva... Só não consigo ver Deus no homem que devora o homem, e por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida..." Benedito Ruy Barbosa Podemos continuar a fazer saias e até bibes com isto ... Até breve C.Baleia

Educação Vs (...)

Vou fazer aqui uma "rexemelenga" de temas que irão todos parar ao mesmo ponto fundamental. (...) Uma mulher escreveu: “Tenho bipolaridade e nem sou capaz de contar quantas pessoas me disseram ao longo dos anos: ‘Devias ficar contente por só teres isso’, ‘podia ser pior, podias ter cancro ou outra doença terminal...’ Entristece-me que tantas pessoas não percebam que as doenças mentais, apesar de serem tratáveis, não são curáveis e podem matar.(...)” in publico. "O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." Kant Quando eu tinha 14 anos, e até por volta dos meus 20, detestava a frase feita "Os Jovens de hoje em dia não têm respeito". Foi uma grande amiga que recentemente me lembrou disto, e eu ri, ri á gargalhada porque realmente eu detestava. Também sofri de Bullying, levei umas quantas bofetadas na escola por me defender com resposta á violência de ataques meramente estimulados por motivação á minha reacção, e depois havia grandes admirações "afinal, ela até é fera", e hoje em dia, de todos eles, e elas, eu guardo contacto. Penso que vivi uma altura em que se podia contar mais com os nossos pais, e, tinhamos uma maior confiança em nós mesmos. Eu digo muitas vezes que ser boa pessoa não é sinónimo de ser estupido. As dicotomias da vida, guerra/paz; alegria/tristeza; pobreza/riqueza; etc... só podem ser saboreadas em pleno, quando se contactou, ou quando se viveram ambas. Agora, alguns paizinhos vão saltar em cima de mim...!! .... OS MENINO(AS) NÃO PODEM SER SUPER PROTEGIDOS!! Já me chamaram os nomes todos?! Então eu explico: Devem ser rodeados de afecto, saber onde é o seu "porto de abrigo", saber que a sua base, (seja ela uma familia monoparental ou não) é sólida, saber que os agentes de socialização, (e aqui cabe á escola, ás amas, aos amigos, familiares,etc, um papel importante) estão com eles, independentemente do que façam, eles vão estar ali, para orientar, no bem, mas também no mal. Existem comportamentos, que exigem uma rigidez extrema ao nivel emocional dos agentes educativos. Quando pequenos, o NÃO, é importante, quando crescerem, vão achar que não existem limites, e vão sofrer quando confrontados com uma impossibilidade. E a reacção a tal, pode ser na melhor das hipóteses a fustração, na pior, imensas perturbações ao nivel emocional. A diferença entre o bem e o mal é vasta! Mas existe actualmente, puro requinte de malvadez nas atitudes da maioria dos nossos jovens! Puro requinte de afirmação desmedida. Novelas a mais? Séries a mais? ou, demissão do poder parental? Não podemos acreditar em tudo o que nos vendem como certo! Li um artigo que dizia que não há pais máus. Ou seja, não existe uma receita para seguir á risca! Confiar nos instintos e sentidos, funciona por vezes melhor que nos artigos de "como ser o pai/mãe do ano"... Tranquilo ou o que disse o senhor no programa em horário nobre. Promover o relacionamento, e a partilha entre todos os agentes educativos pode evitar sim, situações como as que a comunicação social nos tem vendido. Podem evitar um vislumbre de preservativos pendurados num estendal, quando aquela familia tenta prevenir uma gravidez, ou outra e mais outra, indesejada. Podem evitar casas recheadas de estrutura material, e ocas de estrutura parental. Só não podemos evitar pessoas más, mas podemos evitar que elas se coloquem dentro daquilo em que acreditamos. Podemos evitar situações como eu vi, uma jovem de 15 anos numa avenida a um dia de semana a beber uma sangria de garrafa de plástico, acompanhada de uma outra jovem, que cumprimentava os amigos com as mais requintadas asneiras, e quando a abordo a perguntar se está tudo bem me responde "Ya, estamos só a curtir um bocado para depois ir dormir, e eles são nossos amigos é mesmo na boa". Exato!! Onde estão os pais? Uma tentativa de convivio errático e forçado e recorrente de um perigo chamado Alcool. Sim, não é só os charros, e mais uma vez secalhar vão chamar me nomes, mas, antes fossem os charros. E culpar os bairros sociais, já não é solução! Tentaram enfiar as pessoas ao lado de zonas industriais como se elas não podessem viver em sociedade, porque queriam uma sociedade construida sobre uma democracia domesticada; esqueceram se das periferias. Todos somos culpados, incluindo os intervenientes. Evitem filas na psiquiatria, promovam a inter ajuda, a amizade, a TOLERÂNCIA, mas acima de tudo, os valores educativos. Podemos continuar a discutir isto... Até breve C.Baleia

Sempre uma questão de questionar!

A minhs ansiedade de escrita, funciona como oxigénio para a minha alma. Bem lá no recôndito da mesma, existe um desejo palpitante de revirar o mundo com palavras. São sem sombra de dúvida a melhor arma. Quando bem empregues, quando certeiras, e nunca quando "cuspidas". A mulher que hoje sou, em nada tem haver com aquela que um dia fui, se bem que, essa continua a ser igualmente importante, porque tem a base. "O essencial acompanha-nos para sempre" (Helena Sacadura Cabral). Não se trata aqui de mim, mas sim do mundo sociocultural e socioeconómico que me rodeia. Escrevi um livro, "Vivi porque Senti" editado em 2009 pela Corpos Editora, e estagnei. Sim, estagnei, os meus passos trouxeram-me até aqui, no entanto esqueci o porquê da vontade, esqueci! Afinal quem somos nós sem os afectos? Quem somos nós quando temos que escolher algo, sabendo que, talvez a escolha que fizermos seja pior que a outra opção. Mas a escolha pertence aos pragmáticos, aos que tomam o controlo da sua vida. E garantidamente assustador, são uma minoria! Um ponto de vista, pode por vezes ser um ponto na vista! E é importante ouvir, porque mudar de opinião é uma coisa, reformular a mesma opinião com conhecimentos é enrriquecer. Aqui terão acesso a isso mesmo, uma frieza real de um ponto de vista. Se amo a Animação Sociocultural, se amo a Comunicação, se amo a Psicologia, se amo a Natureza, eu amo mesmo o MUNDO. E, com as palavras, (a minha arma), um bocadinho em cada sitio, em cada gesto aqui partilhado, sim, eu posso ver e sentir um mundo melhor. Até Breve C.Baleia

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nascer o sol


Lembro-me do titulo de um livro de Alice Vieira, "Eu bem vi nascer o sol".
Sou franca, nunca o li.
Não li porque olhava para a capa e tinha medo de ao abrir, estragar o plano que a minha imaginação me dava.

Em dias difusos, os pedaços da alma não se reconhecem.
Afinal, onde pairam as nuvens?
È terrivel que a obrigação nos deixe nesta realidade imunda!

A questão que se coloca é, onde parar a obrigação? No fazer tudo o que a alma pede? ou simplesmente contrariar a falta de juizo da ausência da razão?

Tornar a nossa essência simples, como direi...Tornar tudo á mão de semear ajuda!
Se formos simples, as respostas que encontramos são simples! Se formos complexos, as respostas que encontramos são simples de mais para a complexidade que nem enche um copo de sede da alma!

Usar a palavra EU não ajuda! Banal este cálice!

Por entre os fumos de cigarros procura-se algo, sempre algo.
Estes safados cigarros! Quem não gosta de safadeza?

Estimulante este copo, estimulante o bafo que a razão dá em nome do coração!

A conclusão emerge, tudo é possivel! Capitulo Um!

O capitulo dois, passa por conseguir untar a realidade com o sonho! Este mundo e as nuvens!
A coragem não dá o divórcio ao medo. Nem que para isso seja uma infeliz sem amor, agarrada o resto da vida á vida de alguém! Como se de um virus se tratasse!

E urge a questão.... Quando assombrada a essência, para onde fugir? Para este mundo? ou para as nuvens?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Será...assim?

E será sempre assim....uma tentativa de tentar...uma dor que nunca acaba...uma vontade de beber e a fonte estar seca, ganhar dimensão odiosa na fonte...rasgar o improvável e acabar amigada com impossiveis...

Não somos nada...Apenas somos tudo...E apenas em nós!

Será sempre aqui...uma paragem de alma...

Não sei para onde ir...

è proibido proibir...a imaginação deve ir ao poder...Ja se escrevia em velhos muros que contam a historia!!

E, no fundo...nada mudou

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De volta

Após meses loucos com a edição e lançamento do meu livro, estou de volta ás minhas fragmentações de alma no blog.

Mais um ano em que celebramos a força que nos faz vaguear nesta sensação vida.

Um 2010 pleno para todos.

Mafalda Veiga - Balançar

Pedes-me um tempo
pra balanço de vida
mas eu sou de letras
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar é ter,dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e nao ter, nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
esqueces que às vezes
quando falha o chão
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho
pra juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar