Parece quase banal quando usamos a expressão sempre!
Para mim banal é o mundo.
Para mim banal é achar que o mundo é banal.
Para mim banal é achar banal e assim tornar-se banal.
O sempre só mora nas nuvens, o sempre não mora neste mundo.
Eu moro nas nuvens, eu moro no sempre, as minhas nuvens andam sobre o céu do meu coração.
Tudo tem um "até sempre" porque o adeus, só se usa neste mundo.
Imaginem um lugarzinho no meio de tudo, com sabor de sonhos, e cheiro de arvores a nascer.
Era uma vez uma história tão minha, como vossa que se cruzam nas minhas nuvens.
Uma história onde se plantou felicidade, onde só entende, quem já foi criança um dia.
Uma aventura, a autêntica pura essência do ser humano no auge dos seus melhores valores...
Era possivel, era real.
Mas o mundo, o banal mundo arrastou tudo, juntamente com a sua lama de maus costumes, a sua lama de maus pensamentos, a sua lama de total ausência de nuvens e sonhos...
A justificação?
O conforto deste mundo, tudo o que é desconfortável, mas é conforto e motivo de porquê para tudo... A INJUSTIÇA.
Eu conheco a injustiça, bem de perto.
E não é aquela que vai a tribunal, é aquela que por norma, não se vê, só se sente e não se grita.
Mas felizmente, e porque eu fui muito feliz nesta pequena história, eu conheco a palavra sempre.
E para sempre nas minhas nuvens o cheiro do sonho e as palavras do amor, e da vontade de algo ser feito no desenvolvimento da humanidade, eu guardo um eterno sentimento de vida.
A viagem que vos deixo hoje, não tem direcção, só tem lágrimas sorrisos, emoções e sentimentos muito fortes, de uma certeza de sempre e para sempre, ainda há, no meio da lama rebentos verdes de belas flores que me encheram a alma com um grito.
Eu digo com total certeza que vale sempre a pena acreditar, acreditar que nascemos gente e nos tornamos pessoas, que nascemos sem nada e morremos sem nada, mas a maior riqueza é invisivel aos olhos.
A minha viagem hoje, vai para dois grandes seres humanos, Paula Moita e Ivone Páscoa.
Nunca deixar morrer o sonho, nascer todos os dias, e viver.
Se querem saber quem são?
Sejam sempre bons, sejam sempre fortes, sejam sempre capazes de se fazerem sentir...
Irão certamente encontrar, porque vale a pena.
Não sejam lama, usem botas de borracha, e ponham o pé em cima dela como sinal de protesto....
Boa viagem meus amigos
Hoje, só possivel nas nuvens, porque tudo é sempre, tudo é eterno, nada morre, enquanto o nosso coração reinar em nós. Porque é lá que tudo nunca tem principio nem fim.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O fim do principio
Os periodos que nos revelam ausências também são recônditos de alma!
Estar longe não significa esquecimento...
Grande lição... Estaria a ser básica ao referir esta lição!
Longe da vista, longe do coração!! Verdadeiro ou falso??
Sentir que as coisas estão mortas antes de começarem, é exactamente onde se vão refugiar as memórias, no coração, que sente, mas não vê...So imagina!
Pergunto então, nesta fase em que estamos a preparar a viagem de hoje...
onde querem estar?
Neste mundo, ou nas nuvens?
Neste mundo, as nossas memórias quase não encontram tempo para chegar ao coração.
Estão bem ensinadas e rápidamente se vão refugiar lá, assim que podem. No coração parece, neste mundo, ser sempre mais facil arrumar as emoções...!! Elas próprias perdem o precurso...vão directas, não aproveitam a paisagem que os pensamentos oferecem.
Tendo por base claro, a máxima, Longe da vista, longe do coração!
A conclusão seria drástica.
Afinal, sentimos o distante?
Aposto que todos voçês me diriam que sim, até por vezes muito mais intenso!
Então porquê?? Porque mantemos longe da vista o que queremos perto do coração?
Nas nuvens, a resposta é quase como uma explosão mental de sentidos.
Não se sabe bem, só e unicamente se sabe zero, o zero aqui como um infinito de nada, mas uma amostra de tudo!
Nas nuvens, as respostas são sentidas e emocionadas, mas nada aplicadas a este mundo.
Porque somos obrigados a sentir é aqui, neste mundo!
Mas nas nuvens é tudo claro, risonho e com cor!
Podemos juntar as nuvens e este mundo?
Não!
Temos que escolher a nossa viagem!
Neste mundo, os olhos que não vêm o coração que não sente!
Nas nunvens, os olhos que não vêm o coração que explode na sensação de viver nas nuvens.
Mas queremos sempre chegar a este mundo!
Juntar os dois pedaços e o coração sentir um só momento!
The show must go on!
E a nossa carreira de actores da nossa história sofre um conflito de papeis internos!
Serei leal e verdadeiro para com este mundo, e não no meu mundo, nas minhas nuvens!
Um fim anunciado, implicará sempre um inicio forçado de uma reconstrução interna, de um novo papel, do fim de um acto!
Nós somos o mais secreto que há em nós!
A escolha da viagem parte sempre de nós...
Agora voçes diriam, "A serio? Catarina, claro que sim, que parte de nós...È obvio"
e eu diria, Optimo!
Que se saibam sempre encontrar num fim para durante a proxima viagem se perderem no principio.
Se eu quero um principio?
Nunca desejei tanto um fim!
Boa viagem...Aqui neste mundo, ou nas nuvens!
Como?
Encontrem o vosso fim...Recomeçem o principio...
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Vale a pena - PopUp Lisboa
"O PopUp Lisboa 2009 está a chegar à cidade. Atreve-te a sentir.
Através de uma performance, o corpo será a força e as palavras que muitas vezes engolimos. O nu é uma arte e através dessa subtileza expressiva, o corpo desabafa a mensagem e fala por si.
O PopUp Lx 2009, vai ter a sua inauguração no dia 5 de Junho, na antiga estufa do Teatro da Trindade, às 20.30.
Um mundo de encontros artisticos, com partilha de emoções e o olhar humano sempre do avesso.
PopUp Lisboa 2009 consiste numa iniciativa de arte urbana a nível nacional, aproveitando espaços urbanos devolutos ou inutilizados para serem ocupados pelas obras de artistas emergentes.
Sem fins lucrativos, pretende apenas interferir
na autoconsciência do cidadão urbano dentro de um espírito
existencialista: o indivíduo
e a sociedade, a forma
como este o assimila
e exterioriza."
Contactos:
Morada: Rua da Trindade - 18, Lisboa, Portugal
E-mail: popupcity@gmail.com
Telefone:(+351) 91 665 54 45
Através de uma performance, o corpo será a força e as palavras que muitas vezes engolimos. O nu é uma arte e através dessa subtileza expressiva, o corpo desabafa a mensagem e fala por si.
O PopUp Lx 2009, vai ter a sua inauguração no dia 5 de Junho, na antiga estufa do Teatro da Trindade, às 20.30.
Um mundo de encontros artisticos, com partilha de emoções e o olhar humano sempre do avesso.
PopUp Lisboa 2009 consiste numa iniciativa de arte urbana a nível nacional, aproveitando espaços urbanos devolutos ou inutilizados para serem ocupados pelas obras de artistas emergentes.
Sem fins lucrativos, pretende apenas interferir
na autoconsciência do cidadão urbano dentro de um espírito
existencialista: o indivíduo
e a sociedade, a forma
como este o assimila
e exterioriza."
Contactos:
Morada: Rua da Trindade - 18, Lisboa, Portugal
E-mail: popupcity@gmail.com
Telefone:(+351) 91 665 54 45
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Não fales! Sente!
Dificuldades de expressão são mudos!
Ok, isso ja sabiamos todos, mas esses mudos falam.
Falam internamente, falam contigo, conosco, quando queriamos apenas ouvir a nossa voz!
Voz, ouvir?
Somos feitos de 5 sentidos. Há quem sinta 6, por mim até poderiamos sentir 10.
Mas sentir!! Sentir Sentir Sentir!!!!!!!!
Se sentirmos, saberemos explicar a nós o que nos faz pensar tenebrosamente, ou não.
Explicar aos outros seria mera socialização, talvez!
Olhar para dentro dos nossos tecidos, penetrar na nossa mente, até onde o sentido nos deixar, é melhor que um qualquer orgasmo fisico, uma padrada totalmente mental.
Um cheiro faz-me sentir.
Um toque faz-me sentir.
Um olhar faz-me sentir.
Ouvir uma palavra, uma musica, faz-me sentir.
Saborear um bom café, chá, um bom beijo, faz-me sentir.
E é ai, no meu dos sentidos que me poderei perder, para encontrar a minha emoção.
A emoção será o segredo que voa contigo!
A emoção mista de um sentido, será então o meu pessoal sexto sentido!
E o vosso??
Boa viagem =) aqui...nas nuvens!
Até breve =)
Ok, isso ja sabiamos todos, mas esses mudos falam.
Falam internamente, falam contigo, conosco, quando queriamos apenas ouvir a nossa voz!
Voz, ouvir?
Somos feitos de 5 sentidos. Há quem sinta 6, por mim até poderiamos sentir 10.
Mas sentir!! Sentir Sentir Sentir!!!!!!!!
Se sentirmos, saberemos explicar a nós o que nos faz pensar tenebrosamente, ou não.
Explicar aos outros seria mera socialização, talvez!
Olhar para dentro dos nossos tecidos, penetrar na nossa mente, até onde o sentido nos deixar, é melhor que um qualquer orgasmo fisico, uma padrada totalmente mental.
Um cheiro faz-me sentir.
Um toque faz-me sentir.
Um olhar faz-me sentir.
Ouvir uma palavra, uma musica, faz-me sentir.
Saborear um bom café, chá, um bom beijo, faz-me sentir.
E é ai, no meu dos sentidos que me poderei perder, para encontrar a minha emoção.
A emoção será o segredo que voa contigo!
A emoção mista de um sentido, será então o meu pessoal sexto sentido!
E o vosso??
Boa viagem =) aqui...nas nuvens!
Até breve =)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Na volta...volta em bico redonda.
Algo bicudo poderá tornar-se redondo??...
Hoje, esta resposta está certamente nas nuvens!
Sem querer tornar isto um diário, mas sim uma resposta, totalmente insegura, numa viagem ao interior do ser, o ser que sente.
A insegurança faz com que não haja uma satisfação, faz com que haja uma procura constante.
Desejo, que seja nessa procura que se encontrem refugios de alma!
Os refugios de alma são talvez os locais onde residem as nossas motivações inerentes á nossa vida secreta!
E quando a vida secreta se opõe á vida pessoal?
Pois é exactamente aqui, que os nossos refugios de alma nos ajudam a manter alguma credebilidade de sentido na vida!
Gostaria de voar hoje, não nas nuvens, nem tão pouco neste mundo!
Mas, talvez no nosso!
Boa viagem meus amigos =)
Não apertem os cintos!!
Porquê? ora digam-me voçês!...
Até breve =)
Hoje, esta resposta está certamente nas nuvens!
Sem querer tornar isto um diário, mas sim uma resposta, totalmente insegura, numa viagem ao interior do ser, o ser que sente.
A insegurança faz com que não haja uma satisfação, faz com que haja uma procura constante.
Desejo, que seja nessa procura que se encontrem refugios de alma!
Os refugios de alma são talvez os locais onde residem as nossas motivações inerentes á nossa vida secreta!
E quando a vida secreta se opõe á vida pessoal?
Pois é exactamente aqui, que os nossos refugios de alma nos ajudam a manter alguma credebilidade de sentido na vida!
Gostaria de voar hoje, não nas nuvens, nem tão pouco neste mundo!
Mas, talvez no nosso!
Boa viagem meus amigos =)
Não apertem os cintos!!
Porquê? ora digam-me voçês!...
Até breve =)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Indescritivel...A minha força!
Olhar no fundo dos olhos da inocência do agir de uma criança!
Qualquer uma criança carregada de quase nada moralmente condicionador!
Imaginando quando as crianças tão "nossas" no coração nos fazem ter este sonho também tão nosso!
O Menino Do Piano - Mafalda Veiga
Qualquer uma criança carregada de quase nada moralmente condicionador!
Imaginando quando as crianças tão "nossas" no coração nos fazem ter este sonho também tão nosso!
O Menino Do Piano - Mafalda Veiga
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Atravessar o sol
Podia andar aqui a noite toda nas nuvens!
Mas escolhi hoje andar neste mundo!
Apenas hoje talvez...
Imaginem mais ou menos este quadro! Eu, 22 anos, 22 pequeninos aninhos, e alguém, não sei quem, mas cheio de energia, com 28...grandiosos 28 anos, algures numa loja de brinquedos infantis, onde eu ia quando me diziam estar a atravessar a infância!
Num quadro daqueles que passamos o botão da esquerda para a direita, ele desenhou um sol...e eu escrevi "Se um dia lá chegar, volto para te ensinar o caminho".
O sol será a calma, a harmonia da felicidade que eu encontrar!
Sim, muita atenção, eu conheco a felicidade, não a conheco é em harmonia e calma permanente!
Aquele caminho eu mostrei. Ali eu senti!
Hummmm....(isto sou eu a pensar =) ) Será, que, por a caso, não foi porque reportei á minha infância.
Alguém que abraçou e me trouxe com garra até ao meu agora, disse-me ao ouvido um dia
"È tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós.
Ter fé no destino.
Esperança no futuro.
E ter quem goste de nós"
Ora bem, agora, que já não vivo na infância!
Tenho pai, tenho mãe, tenho avós!
Mas por vezes não tenho o mais importante da mensagem....Fé no destino, e, esperança no futuro!
Colocaram-me uma questão á pouco tempo, a mim e aos meus colegas de turma!
"Jovens, voçês conseguem ver-se / imaginar-se no futuro?"
Doeu!! Muito!!
Por momentos, ao fim de tanto balanço emocional, quando pensamos que podemos descansar da correria, e estar em silêncio a ter uma qualquer conversa muda conosco mesmos, bate a porta uma sensação mais ou menos assim:
Amor, Amizade, Saudade, alegria nas lágrimas, doçura, esperança, fé, confiança e esplendor!
isto tudo numa só pessoa!
È muito cardiaco não é?
Há dois anos, duas pessoas encontraram-se, na fé do destino.
Ela apaixonada!
Ele apaixonado!
Ela pergunta: "Amor, ou paixão?"
Ele responde: "Nenhuma das duas, se não for acompanhada pela outra"
Ela investe: "Desculpa, mas amor é algo mais transcendente, paixão é posse é desejo"
Ele minimiza: "O amor, é cheio de sentido"
Ela remata: "A paixão, é o sentido de amor das pessoas, afortunado de quem ama"
Dois anos depois...
Ela pergunta: "como estás de amor?"
Ele responde: "O amor não existe. só desejo"
Ela investe: "Então? é suposto ambas se completarem"
Ele minimiza: "Pois, mas já vi que não. Só com a paixão podemos algum dia sentir algo próximo da utopia que é o amor"
Ela remata: "O amor é cheio de sentido!"
E pensou para ela : "Foste desafortudado"
Quem seria a "fortuna" dele? a esperança talvez?
Poderemos ter esperança perante um fascinio?
Será necessário sentir, a carne, o suor, o desejo funcionante?
Penso que o calor desse sol dará a resposta!
Boa viagem meus amigos! aqui...nas nuvens, onde talvez nos encontramos para nos perder-mos...onde?? neste mundo.
Fernando Pessoa:
"O Amor"
"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..."
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